Aposentada em Portugal, ela vai atuar em Itapipoca (CE), cidade de 116 mil habitantes, a cerca de 130 km de Fortaleza.
O trabalho em Itapipoca não será a primeira empreitada de Maria da Conceição no exterior. Ela já teve passagens por Timor Leste e Indonésia.
A moçambicana, que tem uma especialização equivalente à saúde da família, se diz otimista quanto à receptividade no Brasil e não acredita que terá dificuldade em entender os pacientes.
"No interior, as pessoas são mais afetivas e eu apanho sotaque depressa."
Sobre a polêmica em torno do Mais Médicos, Maria da Conceição lembra que os brasileiros tiveram prioridade no processo. "Não tirei o lugar de ninguém, portanto não me pesa nada na consciência."
Com uma aposentadoria de cerca de € 2.000 (R$ 6.214), a moçambicana vai ganhar no Brasil uma bolsa líquida de R$ 10 mil, uma ajuda para instalação, um auxílio-moradia e alimentação.
Ela acha que o valor será suficiente, apesar de ter notícias de que "o custo de vida no Brasil aumentou muito". Se a experiência for bem sucedida, é possível, na opinião dela, que mais candidatos se inscrevam no programa. "Tenho colegas que me pediram para informar como vai ser o projeto."
Os médicos estrangeiros começarão a atuar no país em setembro e passarão por um treinamento de três semanas.
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